Quinta Feira, 24 de Maio de 2018
Com cursos e novas oportunidades, Ibema combate o assistencialismo

Criar mecanismos para enfrentar o desemprego, reduzir o vicio do assistencialismo, eleitoreiro alienante e melhorar a auto-estima das pessoas.

 Administrador
 18/04/2018|20:39:08
 Emprego

Criar mecanismos para enfrentar o desemprego, reduzir o vicio do assistencialismo, eleitoreiro alienante e melhorar a auto-estima das pessoas é um dos maiores desafios assumidos pela atual administração pública de Ibema. “Mesmo diante dos obstáculos, que são muitos, os resultados têm sido dos mais promissores”, afirma Adelar Arrosi (PSDB), que cumpre o seu terceiro mandato como prefeito do município que é essencialmente agrícola e está a 50 quilômetros de Cascavel.

Os números de registros em Carteira de trabalho da Agência do Trabalhador neste ano, em Ibema, são de 20 em janeiro, 84 em fevereiro, 80 em março e de 20 até o último dia 16 de abril, totalizando 204trabalhadores registrados. Já os registros de quem procurou a unidade atrás de uma oportunidade somaram, no mesmo período, 384 – 54 em janeiro, 150 em fevereiro, 129 em março e 51 em abril. A diferença, que representa o déficit de empregos no município, é de 189.

Curso de corte e costura em andamento, conta com 40 inscritos em março e 34 em abril, conforme contrato com SENAI assinado em 20/02/18 vigente até 20/02/2019, dessa forma, o déficit de empregos representa 6% da população local, que é de 6,4 mil habitantes, contra 12,6% taxa de desemprego nacional.

A força de trabalho no município corresponde a 36% do número de moradores, 2.304 pessoas. “Quanto mais investirmos em capacitações e treinamentos, e em ações que valorizam a dignidade humana, menos pessoas estarão dependentes de programas sociais que em nada contribuem para a formação de uma sociedade melhor”, ações antagônicas a cidadania e a dignidade pela independência, conforme Adelar Arrosi.

Com mais empregos com carteira assinada e com mais pessoas aptas para o trabalho, a expectativa do gestor público é de gradualmente reduzir o número daqueles que precisam de auxílios, para sobreviver.

Há ainda, nesse processo todo, de acordo com o prefeito de Ibema, outro aspecto importante a ser considerado. O Bolsa Família libera valores simbólicos aos beneficiários, enquanto que ao conseguir um emprego, a pessoa com curso profissionalizante certificado, volta para o mercado de trabalho e receberá pelo menos 1,5 salário mínimo ou mais, que em média é quatro vezes maior que o valor liberado pelo programa assistencial do governo.

“Fomentar a economia significa injetar mais recursos na comunidade e gradualmente melhorar fundamentos essenciais da vida individual e coletiva, como independência, cidadania, sinônimos de dignidade humana”, diz Adelar Arrosi.